Publicarei alguns trechos do livro "Por que não sou cristão" de Bertrand Russell com intuito de provocar a reflexão e discursão a respeito dos temas.
"Ao dar ênfase à alma, a moral cristã tornou-se completamente individualista. Penso que o resultado claro e liquido de todos estes séculos de cristianismo foi tornar os homens mais egoístas, mais fechados em si mesmos, do que a natureza os faz - pois que os impulsos que naturalmente tiram o homem para fora das paredes do seu ego são os do sexo, a paternidade, o patriotismo e o instinto de rebanho.
O sexo, a igreja fez tudo para desacreditar e denegrir;
o afeto de família foi desacreditado pelo próprio Cristo e pelo os grossos de seus adeptos;
o patriotismo não pôde encontrar lugar entre as populações sujeitas ao império romano.
A polemica contra família nos evangelhos é um assunto que não recebeu a atenção que merece. A igreja trata a mãe de Cristo com reverencia, mas ele próprio pouco revelou desta atitude. "Mulher, que tenho eu contigo?" é a sua maneira de falar-lhe. Também diz que veio separar o filho do seu pai, e a filha da sua mãe,...e aquele que ama o pai ou a mãe mais do que a Ele, não é digno D'Ele.
Tudo isso significa uma ruptura no laço biológico da família a bem da fe - uma atitude que muito teve haver com a intolerância que surgiu no mundo com a expansão do cristianismo."
18 novembro 2010
14 novembro 2010
A crítica
Conta-se que um rapaz muito inteligente e que gostava de desenhar, apreciador das obra de arte, um dia pediu ao conhecido e admirado caricaturista inglês Hogarth que lhe ensinasse a fazer caricaturas.
- Não, você não deve desejar conhecer esta arte. Não trace nunca uma caricatura. Eu lhe digo com imensa magoa que, pelo uso continuo da arte de caricaturar tudo e todos, perdi o valor da verdadeira beleza, porque só vejo rostos desvirtuados e coisas fora de proporção...
Muitas vezes é assim que olhamos para nossos semelhantes – temos o defeito de ver neles apenas o que é feio e ruim e não sabemos apreciar as virtudes.
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