13 julho 2012
Respeitar e tolerar
Todos nós, por essência, ficamos incomodados com o diferente, sentimos muito mais seguros quando estamos em nosso "circulo de confiança", onde todos pensam da mesma maneira, ou quando muito, discordam em pequenas coisas.
Viver assim pode ser muito comodo,e talvez não cause nenhum prejuízo de vida, porem pode ser em muitos casos - ao se defrontar com algumas realidades da vida - muito frustante e cruel.
Eu tento respeitar quem tem esse tipo de espiritualidade, porque eu já estive do lado de lá, eu também já fui assim, vivia cercado de minha pretensiosa verdade inabalável e tinha resposta para tudo na ponta da língua. Em Deus e na bíblia eu justificava o mundo!
Em determinado momento eu decidi mudar, não porque houve um estopim, ou porque fiquei chateado com o pastor, mas porque simplesmente não conseguia mais me encaixar nesse esquema, nesse modo de vida. Há pessoas que se dizem livres e conseguem se manter "dentro do meio", não sei como, mas tento respeitar. Há outros que tentam incutir em minha cabeça de que estou afastado de Deus, que estou apostatando da fé, de que o diabo se levantou contra mim, etc..., bem, tento tolerar.
Será difícil algumas pessoas perceberem que nem todo mundo tem que ter a mesma fé que ela tem? Sempre ao afirmar que alguém esta errado, lembre-se o mesmo direito também cabe ao outro.
Existe a bíblia, claro, assim como também existe o Alcorão, o Talmud, e outros tantos escritos cujo seus seguidores reivindicam a mesma revelação divina que você acha que existe na bíblia.
Da mesma forma que não quero que ninguém tente me "reconverter", se é que este termo existe, não quero também ficar importunando ninguém, achando que descobri a "verdade que liberta". Não acho que você deve sair de sua igreja, nem abandonar sua fé, mas nunca deixe ninguém tirar sua capacidade de pensar, duvidar ou questionar, e de maneira nenhuma perca o respeito e tolerância com os que pensam diferente de você.
Desisti de ser apologeta desta ou outra verdade, hoje tento viver somente o amor, a liberdade, a empatia. Isso mesmo, sem ter um conjunto de normas e verdades para defender, não substituí o que acreditava por outra crença, e não quero ouvir a reposta pronta de que agora existe um vazio em mim que só pode ser preenchido por Deus (esse "deus" é=igreja=submissão aos maiorais da igreja=não tocar no "ungido do senhor"=dar o dizimo=ser batizado=ir a igreja todo domingo=exercer algum cargo=não "contaminar" com as "coisas do mundo"). Aff! me poupem!
02 dezembro 2011
20 novembro 2011
O anticristo
13 junho 2011
Descontinuar
13 abril 2011
Coisas que os cristão gostam
Em azul meus comentários.
#1 - Tentar dar um ar cristão a idéias e produtos populares
#12 - Criar fórmulas para melhorar de vida em "X" passos
#14 - Tratar a Deus como seu namorado (putz! essa é foda. Tô apaixonado daqui, tô enfermo de amor dali, Deus é meu guti, guti)
#39 - Dar opinião sobre algo que não conhecemos (e inclusive ter respostas para tudo!)
#53 - Dizer "Vou orar por você" e não orar (eu nunca fiz isso. kkkkk)
#65 - Colocar versículos na assinatura do seu email
#69 - Ter um lugar reservado na igreja (semana passada voltei pra casa porque tinha gente no meu lugar)
#80 - Resolver tudo com "mais oração"
#94 - Bíblias de estudo com diferentes especialidades
#101- Deixar qualquer um tocar no louvor (eu toquei por vários anos e ninguém falou nada. kkk)
#116 - Dizer "vou orar sobre isso" como sinônimo para "não"
#150 - Dizer que está "esperando em Deus"
#188 - Julgar a fé de alguém pelo número de versículos sublinhados em sua Bíblia (eu sempre levava um cx. de lápis de cor pra igreja)
#238 - Desejar que tivesse se divertido mais antes de se converter
#276 - Fazer coisas supersantas para Deus
#362 - Filmes evangélicos, como "Desafiando os Gigantes"
#383 - Fazer ameaças cristãs por carta ou email
#393 - Colocar adesivos cristãos (como o do peixinho) na traseira do carro (certo dia, vi uma Belina caindo os pedaços com o adesivo "propriedade de jesus", tudo bem que jesus era pobre, mas ai tbm não!)
#405 - Dizer "a Bíblia" sempre que alguém pergunta qual o melhor livro que você já leu
#433 - Afirmar algo que Deus nunca disse em sua Palavra (na presença dele, ate a tristeza salta de alegria)
#445 - Criar um "ambiente cristão" no seu escritório
#471 - Dormir no culto (nossa, nessa eu sou mestre)
#497 - Dar nomes bíblicos aos filhos (coitado do meu irmão e de minha irmã)
23 fevereiro 2011
01 fevereiro 2011
7 dicas infalíveis para manipular uma igreja
27 janeiro 2011
Perdi meu tempo
Nos anos 90 eu perdi meu tempo diversas vezes assistindo cultos que desciam a ripa na tal “nova era”. Pois a Nova Era começou em 97 e eu continuo na mesma. Então tocamos a vida nestes anos todos como se nada tivesse acontecido.
Perdi meu tempo assistindo palestras sobre mensagens subliminares. Pois o pior de tudo está explícito na nossa cara. Nas novelas, nas músicas e até nas próprias pregações dos idiotas legalistas que tentaram atar às nossas costas fardos pesadíssimos e desnecessários.
Perdi meu tempo orando incessantemente para que Deus atendesse os desejos do meu coração. Tudo por que algum safado me ensinou que eu deveria insistir até que Ele cedesse. Teria sido tão mais fácil se eu tivesse inclinado meu coração a discernir os desígnios eternos. Teria sofrido menos. Teria aprendido rápido. E minhas orações moldariam minha própria alma no sentido de me tornar alguém que desagrada menos a Deus.
Perdi meu tempo com planos para salvar o mundo. Como se Deus dependesse de minha capacidade de empreender coisas. Como se a pressa não fosse primordialmente dele. Como se não bastasse amar com simplicidade e intensidade cada um daqueles que estão ao meu redor.
Perdi meu tempo com agendas, reuniões e cronogramas.
Felizmente ainda há um pouco de tempo. O suficiente para que eu possa contemplar a beleza da criação e a iminência da salvação que, a partir de nós, atinge todo homem. Ainda há tempo para louvarmos a Deus na simplicidade da sua glória, independente de nossa capacidade, vontade ou santidade.
Perdi meu tempo. Mas não vou mais perder daqui em diante.
Eu digo Amem
10 janeiro 2011
Sugestões para 2011
Fonte: Blog do Edrenékivitz
#1
Não assuma compromissos do tipo “vou iniciar uma dieta”, “vou começar alguma atividade física”, “vou terminar o curso de inglês”. Esse tipo de coisa serve apenas para acumular culpa e frustração sobre os seus ombros.
#2
Não acredite nesse pessoal que diz que “sem meta você não vai a lugar nenhum”. Pergunte a eles por que, afinal de contas, você tem que ir a algum lugar. Trate esses “lugares futuros imaginários” apenas como referência para a maneira como você vive hoje – faça valer a caminhada: se você chegar lá, chegou, se não chegar, não terá do que se arrepender. A felicidade não é um lugar aonde se chega, mas um jeito como se vai.
#3
Não pense que você vai conseguir dar uma guinada na vida apenas mudando o seu visual. É a alegria do coração que dá beleza ao rosto, e não a beleza do rosto que dá alegria ao coração.
#4
Não faça nada que vá levar você para longe das suas amizades verdadeiras. Amizades levam um tempão para se consolidar e um tempinho para esfriar, pois assim como a proximidade gera intimidade, a distância fragiliza os vínculos.
#5
Não fique arrumando desculpas nem explicações para as suas transgressões. Quando cometer um pecado, assuma, e simplesmente diga “fiz sim, me perdoe”. Comece falando com Deus e não pare de falar até que tenha encontrado a última pessoa afetada pelo que você fez.
#6
Não faça nada que cause danos à sua consciência. Ouça todo mundo que você confia, tome as suas decisões, e assuma as responsabilidades. Não se importe em contrariar pessoas que você ama, pois as que também amam você detestariam que você fosse falso com elas ou se anulasse por causa delas.
#7
Não guarde dinheiro sem saber exatamente para que o está guardando. Dinheiro parado apodrece e faz a gente dormir mal. Transforme suas riquezas em benefícios para o maior número de pessoas. É melhor perder o dinheiro que ocupa seu coração, do que o coração que se ocupa do dinheiro.
#8
Não deixe de se olhar no espelho antes de dormir. Caso não goste do que vê, não hesite em perder a noite de sono para planejar o que vai fazer na manhã seguinte. Ao se olhar no espelho ao amanhecer, lembre que com o sol chega também a misericórdia de Deus: a oportunidade de começar tudo de novo.
#9
Não leve mágoas, ressentimentos e amarguras para o ano novo. Leve pessoas. Sendo necessário, perdoe ou peça perdão. Geralmente as duas coisas serão necessárias, pois ninguém está sempre e totalmente certo. Respeite as pessoas que não quiserem fazer a mesma viagem com você.
#10
Não deixe de se perguntar se existe um jeito diferente de viver. Não acredite facilmente que o jeito diferente de viver é necessariamente melhor do que o jeito como você está vivendo. Concentre mais energia em aprender a desfrutar o que tem do que em desejar o que não tem.
#11
Não deixe o trabalho e a religião atrapalharem sua vida. Cante sozinho. Leia poesias em voz alta. Participe de rodas de piada. Não tenha pressa de deixar a mesa após as refeições. Pegue crianças no colo. Ande sem relógio. Fuja dos beatos.
#12
Não enterre seus talentos. Nem que seu único tempo para usá-los seja da meia noite às seis. Ninguém deve passar a vida fazendo o que não gosta, se o preço é deixar de fazer o que sabe. Útil não é quem faz o que os outros acham importante que seja feito, mas quem cumpre sua vocação.
#13
Não crie caso com a mulher ou com o marido. Nem com o pai nem com a mãe. Nem com o irmão nem com a irmã. Caso eles criem com você, faça amor, não faça a guerra. O resto se resolve.
#14
Não jogue fora a utopia. Ninguém consegue viver sem acreditar que outro mundo é possível. Faça o possível e o impossível para que esse outro mundo possível se torne realidade.
#15
Não deixe a monotonia tomar conta do seu pedaço. Ninguém consegue viver sem adrenalina. Preste bastante atenção naquilo que faz você levantar da cama na segunda-feira: se for bom apenas para você, jogue fora ou livre-se disso agora mesmo. Caso não queira levantar da cama na segunda-feira, grite por socorro.
#16
Não deixe de dar bom dia para Deus. Nem boa noite. Mesmo quando o dia não tiver sido bom. Com o tempo você vai descobrir que quem anda com Deus não tem dias ruins, apenas dias difíceis.
#17
Não negligencie o quarto secreto onde você se encontra com seu eu verdadeiro e com Deus – ou vice-versa. Aquele quarto é o centro do mundo – o mundo todo cabe lá dentro, pois na presença de Deus tudo está e tudo é.
#18
Não perca Jesus de vista. Não tente fazer trilhas novas, siga nos passos dEle. O caminho nem sempre será tão confortável e a vista tão agradável, mas os companheiros de viagem são inigualáveis.
#19
Não caia na minha conversa. Aliás, não caia na conversa de ninguém. Faça sua própria lista. Escolha bem seus mestres e suas referências. Examine tudo. Ouça seu coração – geralmente é ali que Deus fala. Misture tudo e leve ao forno.
#20
Não fique esperando que sua lista saia do papel. Coloque o pé na estrada. Caso não saiba por onde começar, não tem problema. O sábio disse ao caminhante que “não há caminho, faz-se caminho ao andar”.
[Publicado pela primeira vez em Dezembro de 2005, mas ainda valendo]
22 outubro 2010
Missão integral
Texto de Arlen Rodrigues
Uma revista Cristã abordava um tempo atrás que os males sociais são frutos do pecado, porém o pecado estrutural – má distribuição de renda, saúde publica precária, educação básica ineficiente.
Este tem sido o tema corrente na missão integral. O evangelho tem por missão oferecer uma resposta para essa sociedade em crise e construir um mundo mais justo anunciando a chegada do reino de Deus, juntamente com exercício cidadão, aliando os valores cristão sem abrir mão da nossa vocação profissional e talentos naturais.
Entretanto essa onda evangélica de triunfalismo quer resolver quase tudo somente com oração, intercessão nas ruas mais violentas da comunidade, unção nos pontos com alto índice de prostituição e estendendo a mão na direção da sua casa. Isto é apenas uma crendice que desacredita o bom senso. Eu vejo que o chamado a fé envolve muito mais do que orar pelos perdidos, impor mão, e fazer catequese.
Eu gostei muito de uma frase que eu ouvi hoje que diz, "Ensinamos o que sabemos,e multiplicamos quem somos". Nós cristãos temos que rever o que realmente somos, fazer uma auto análise da verdade que estamos passando, e qual estamos vivenciando. A verdade das igrejas-empresas a serviço do ego e da lógica da competição dita pelo deus mercado? Ou a verdade do reino de Deus, que a lógica é a cooperação que compartilha a miséria alheia?
O serviço cristão pode ser feito sem abrir mão da carreira profissional, visão empreendedora, dos talentos, seja a lógica-matemática, artes ou serviço social voluntario, tudo pode ser colocado a disposição do reino de Deus.
Ouvia uma apresentação do pastor Kivitz quando dizia que em vez de enviar missionários para a África, seria melhor enviar um empreendedor para desenvolver negócios, gerar receitas, empregos, médicos para cuidar dos doentes, engenheiros agrônomos para ensinar técnicas de plantio, educadores e dentistas, dessa maneira diminuiria com eficácia a pobreza do mundo.
A igreja não tem colocado em pauta os novos desafios da atualidade como a preocupação com o meio ambiente e desenvolvimento sustentável, poucos cristão atentaram que relacionar bem com o meio ambiente, consigo mesmo, com Deus e o próximo, é tão cristão que a missão de Adão no Éden era cuidar da terra.
Por isso é interessante a missão integral, Deus age através de nós em favor dessa humanidade não somente quando oramos e jejuamos, a nossa formação profissional, talentos e personalidade pode devolver aquilo que Deus tem nos confiado a essa sociedade talvez de modo mais eloqüente que meras palavras, que traz apenas uma falsa sensação de espiritualidade sadia.
20 outubro 2010
A idiotice impera
A idiotice impera entre os crentes em época de eleição!!!!!!! O que me irrita também é que a moçada crente engole qualquer proposta e imposição dita eclesiástica, quando o pastor ou líder, ou algo que o valha, faz campanha política deslavada e desmedida sobre o púlpito de candidato-chefe denominacional que não quer largar a teta pública do congresso, sem mostrar trampo convincente! Cara, tem muita gente ainda engatinha no evangelho, embora esteja fielmente frequente nos bancos e altares das igrejas/templos/ministérios e afins! Que cresçamos em espírito e em verdade, para que nos tornemos amadurecidos no evangelho!!!!!! E tem gente crente que me critica quando não estou nem aí para os interesses e vontades denominacionais do que se ventila ser "igreja", cujo pastor não seja Cristo e sim homo sapiens!!!!!!!!!
Falou e disse meu brother Ricardo Reis via orkut.18 outubro 2010
ALGUMAS CLAREIRAS (trechos)
Tem muita similaridade do que penso:
"Não estamos jogando fora uma teologia e trazendo outra para o seu lugar. Nosso esforço é por aprofundar antigas verdades, por terminar a obra que começamos. Às vezes, para se terminar uma construção se paga um preço mais caro que o imaginado no início do projeto. Às vezes, é mais difícil e exige mais firmeza e coragem concluir um edifício que começá-lo."
"...não conseguimos acreditar em qualquer benção que seja conquistada por tamanho de fé, ou quantidade de oração. Afirmar que Deus abençoou porque se orou muito, ou com força, ou se acreditou mais é negar a Graça de Deus. É chamar Deus de débil em seu amor e misericórdia, ao ponto de precisar de nosso empurrãozinho devocional para amar melhor! O que é inaceitável."
"...Deus não cabe em nossas tradições, em nossos conceitos, em nossa cultura, ou qualquer construção humana. Deus transcende a tudo e a todos."
"Sempre acreditamos que justiça social se faz com ação social e não com campanha de oração ou jejum. Que o faminto é saciado com pão e não com promessas covardes e irresponsáveis de um possível milagre. Curiosamente, as cidades e estados brasileiros onde algumas igrejas que prometem maravilhas e prosperidade mais crescem é justamente onde mais se alastra a miséria social. Na mesma proporção em que cresceram certos grupos religiosos brasileiros, cresceram a injustiça, a violência e a miséria. Caso típico e visível do Rio de Janeiro."
"Sempre nos recusamos a trocar as pessoas por programas ou razões teológicas. Mais importante que um programa ou organização são as pessoas que queremos amar e nelas promover o caráter de Cristo. Mais importante que manter um dogma, ou sustentar uma ortodoxia é acolher as pessoas em seus dramas pessoais.
"Não cremos em um Deus que faz acepção de pessoas ou mesmo se reduz à experiência de um apenas. Se Deus fez ontem, ele pode fazer hoje. Se Deus fez com o americano, faz também com o africano. Se agiu no desabamento de uma casa, age também no Tsunami. Não podemos acreditar que no mesmo instante que o garoto João Hélio, tragicamente assassinado no Rio de Janeiro, filho de um crente a caminho de uma programação de evangelização, foi vítima da violência e, do outro lado do Brasil, alguém divulgue que porque é fiel a Deus no dízimo e nunca sai de casa sem orar, Deus o livrou de um assalto. Esse não é o Deus da Bíblia. O Deus da Bíblia é o que não faz acepção de pessoas. Ama a todos igualmente. Abençoa a todos igualmente.
Por essas razões, temos pregado uma mensagem que inspire as pessoas a levarem a sério sua liberdade (Tg 2.12-13). A não se esconderem por trás de desculpas ou ritos (Gl 6.7-10)."
"...afirmamos que não podemos crer em um futuro que já esteja pronto. E que afirmar que Deus conhece o futuro é o mesmo que afirmar que já está pronto. O que anula nossa liberdade e faz de Deus mentiroso, já que na verdade ele se relaciona conosco num tipo de ‘faz-de-conta’, em que ele já sabe o fim da história, mas finge que não. Deus conhece tudo. Mas o futuro não existe, por isso não pode ser conhecido, porque não há nada para conhecer. O que Deus sabe do futuro não são os fatos, pois eles não existem. O que Deus sabe do futuro é o que Ele soberanamente afirmou que pode ou que vai fazer."
20 setembro 2010
Música “do mundo” dentro da igreja
A questão é que na igreja, e somente na igreja, graduamos as músicas como sagradas ou profanas, de Deus ou do mundo. Isso é um erro.
Paulo nos diz que a graça foi derramada sobre toda carne e que existe virtude nas pessoas à partir de sua gênese, que é a imagem e semelhança de Deus. Portanto, a beleza habita toda terra e a criatividade, toda criatura.
Existe música boa e música ruim, música profunda e inteligente e música superficial e vazia.
Paulo ainda nos diz em Filipenses que: “tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” Esse é o critério.
Uma outra coisa é que toda a Bíblia é verdade, mas nem toda verdade está na Bíblia. Muitas das músicas, poesias, textos acadêmicos que ouvimos, lemos e estudamos, expressam verdades que combinam com a verdade bíblica e precisam ser consideradas.
fonte: Blog do Fabricio Cunha
Li no Pavablog e comentei:
Pois é, acho que a situação acima descrita esta em um nivel mais elevado que a maioria dos cristãos evangelicos, que ainda nem deram o 1º passo em relação ao tema.
As vezes fico abismado de como eu me privei de conhecer a arte da musica durante tanto tempo! Graças a Deus, Ele me libertou! E como diz Lulu Santos "nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia" Gloria a Deus!
Ja comentei este assuntos algumas vezes no meu blog:
O Hino Brasileiro é de Deus?
Crente é foda
Cazuza, Moody, Caio Fabio, Mozart e etc
20 agosto 2010
Bispo Robinson Cavalcanti Comenta Matéria da Revista Época Sobre os Evangélicos
Sr. Redator
Confesso que me senti deslocado na bem escrita matéria de capa Os Novos Evangélicos (Época nº.638), assinada por Ricardo Alexandre, apesar de manter laços de afeição, amizade e respeito com os personagens citados. Por anos, tenho defendido um evangelicalismo progressista, atualizado e relevante, dentro do princípio que “a igreja reformada sempre se reforma”. Mas, no protestantismo brasileiro há várias tentativas sérias de resposta tanto ao imobilismo tradicionalista quanto ao sincretismo manipulador. O que emana da matéria, porém, é uma espécie de neoanabatismo piorado: anti-histórico, anti-institucional, anti-confessional e iconoclasta. Não creio que um pretenso pós-evangelicalismo restauracionista e basista seja a proposta mais adequada para os problemas atuais da Igreja de Jesus Cristo – esse organismo-organização/corpo-instituição – legada pelos apóstolos e pelo consenso histórico dos fiéis.
Atenciosamente,
+ Robinson Cavalcanti
Bispo Diocesano
Texto retirado da integra do site da Diocese do Recife
09 agosto 2010
Nova reforma protestante
Hoje, tive a oportunidade de ler uma materia de capa da revista Época desta semana, e acho que seria interessante recomendar a leitura e reflexão sobre o tema. Abaixo alguns trechos;
"Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia."
"Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV. "
Detalhe: é sempre bom ler os comentários Revista Epoca
03 agosto 2010
Por uma fé reflexiva
Por uma fé reflexiva tenho me dedicado aos livros.
Por uma fé reflexiva tenho me dedicado ainda mais às pessoas.
Por uma fé reflexiva tenho procurado um pouco de silêncio.
Por uma fé reflexiva tenho tentado decodificar o barulho.
Por uma fé reflexiva às vezes pareço um ET no contexto evangélico.
Por uma fé reflexiva tenho valorizado os que pensam diferente de mim.
Por uma fé reflexiva tenho orado.
Por uma fé reflexiva tenho trabalhado.
Por uma fé reflexiva valorizo o intelecto.
Por uma fé reflexiva não desprezo o coração.
Por uma fé reflexiva. Sempre por ela.
13 julho 2010
Comentários sobre Batalha Espiritual
por Zé Luís
Muito se fala sobre a necessidade da oração, de como alguém que professa a fé em Cristo só caminha “espiritualmente” nesta área se fizer deste exercício uma constante em sua existência.
Jamais diria o contrário, embora seja um campo que ainda tenha certa falta de disciplina. Por favor: não me julguem, é tragicamente tradicional que discípulos cochilem neste processo: Basta lembrar que em um dos momentos mais terríveis da vida do Mestre na terra, ele pediu para que eles o acompanhassem nisso, e eles simplesmente, dormiram por mais de uma vez.
De joelhos, na intimidade isolada do meu quarto, fecho os olhos e procuro o contato através de minhas preces, mas não demora muito para faltar assunto, para meu monólogo perder o sentido e a mente começar a divagar entre assuntos totalmente alheios: “Quanto está o jogo?...”, “Será que paguei aquela conta?...”,”Aquele colega de serviço me contou uma piada engraçada...”.
Sem contar o sono incontrolável, inexplicável. Não tenho tanto sono assim! O que será que me dá?
Creio que isso seja a verdadeira batalha espiritual: é entrar na dimensão onde fica a legítima inspiração, onde os pensamentos se estabilizam, onde um pouco de paz pode ser restaurada, que a dispersão começa, já que o caminho que leva até este esconderijo é escabroso e povoado por seres inexplicáveis.
Elias, profeta pentecostal padrão, quando em sua caverna, e chamado por Deus para sair, presencia as mais diversas manifestações antes que identifique em quais delas o Altíssimo habita: num grande vendaval, em um tremor de terra, em inexplicáveis chamas que derretem as rochas a sua frente? O Criador se pronuncia em uma voz mansa, suave.
Orações – pentecostais como as dos meus irmãos – começam numa luta para se manter em constante força de voz, e não é incomum encontrar nesta hora crentes aos berros, falando dialetos, saltando, correndo: é a forma que eles encontram em permanecer orando e não sucumbirem ao sono da batalha.
Não é a intenção daqui julgar formatos: em certa data, estava só em casa, e ao sair do banho, meditava em determinado trecho da Palavra, quando senti a presença especial do Espírito. Ri-me, ao me deparar momentos depois, diante do espelho, com meu reflexo magro e nú, saltitando aos prantos enquanto sentia em minha alma a mais profunda gratidão. Graças a Deus, só Ele presenciou isso...
Mas é no silêncio calmo, quando calo meus pensamentos, após pedir a Deus que mudasse minhas vontades, que começa a nascer em mim respostas que aqui não estavam.
Oração não é monólogo, é diálogo. Um papo que só quem ouve sou eu e meu Interlocutor, na maioria das vezes. Nesses papos, já pude ser abençoado muitas vezes.
Uma das minhas maiores bençãos é poder compartilhar pensamentos com desconhecidos que recebem estas informações como verdadeiro alívio para a dor de suas almas.
Esse texto, por exemplo, é resultado de alguns momentos na presença Dele.
Guerra Espiritual é isso, sem trégua, com um embaralhador de pensamentos sempre presente, tentando nos roubar pensamentos, matar raciocínios, destruir linhas lógicas.
Estamos em guerra.
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2010/07/comentarios-sobre-batalha-espiritual.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter#ixzz0ta00zXei
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12 julho 2010
Não dá para pendurar as chuteiras…
Aos poucos, vamos passando pelo “intervalo lúdico” de meio de ano: férias escolares e de alguns profissionais, a Copa, que, agora, não é nossa, mas… do Mundo, os festejos juninos/joaninos, e o impacto da devastação causada pelas enchentes na Zona da Mata de Pernambuco e Alagoas.
A “pátria de chuteiras” não pode pendurar as chuteiras, e os cristãos, com vidas missionárias, nunca penduram as suas. A bola (e a vida) continua a rolar. Há várias “copas” contínuas: a família, o trabalho, a igreja, e uma “copa” periódica de um jogo mais do que necessário, mas quase sempre perigoso: o jogo político. Esse é um ano de eleições no Brasil.
Sem nunca deixar de apontar para a “pátria celestial”, nos cabe uma responsabilidade na “pátria terrena”, o suspiro pela Nova Jerusalém não exclui o suor pela República Federativa.
Muitos cristãos continuam desinformados/equivocados/alienados, outros não se livraram do fantasma ultrapassado da “Guerra Fria”, e o “mundanismo” dos conchavos e acordos espúrios, das “ungidas” candidaturas ditas “oficiais” por igrejas ou denominações ferem o testemunho do Evangelho, emporcalham a vida espiritual e fazem os ossos de Lutero, Calvino, Simonton e Gunnar Vingren se revirar nos túmulos.
Apesar da propaganda, da manipulação e da maquilagem, os problemas estão aí: a falta de segurança pública, de educação pública e de saúde pública de qualidade, de habitação digna, de transporte de massa, de renda própria (sem cheques-provedores), do clientelismo estatizado e das “classes médias” artificiais, com os que têm mais continuando a ter mais ainda.
Até agora os candidatos não disseram para que vieram. Cadê um Projeto Nacional, que não seja a continuação do personalismo, e a disputa de quem pode ser o melhor continuador dele, parecendo com ele? Literalmente, este ano, “não há nada de novo debaixo do sol”, no nada ou na timidez do quase nada em termos de alternativas ao morno reformismo do status quo.
Se é assim ao nível nacional, o regional continuará no interminável conflito das oligarquias (desde as Capitanias Hereditárias), com o “centralismo realista” das cúpulas partidárias forçando de goela abaixo dos que ainda têm um restinho de ética os acordos os mais espúrios. E não há reforma política a vista, porque as distorções do sistema atual são uma das razões para o “sucesso” dos detentores do poder.
Mas, fé é uma coisa meio misteriosa, meio esquisita, meio teimosa, e não nos permite desistir, mas resistir e insistir.
O jogo da vida prossegue. Não podemos pendurar as chuteiras!
Fonte: Pavablog







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